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Caracterização da Ramada
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A Ramada faz fronteira com Caneças, Famões, Odivelas e com os Concelhos de Sintra e Loures.
Com uma área de 3,71 km2, tem, de acordo com os dados dos censos de 2011, 19 657 habitantes.
Constituída por núcleos habitacionais antigos, alguns bairros recentemente construídos e urbanizações, também recentes e outras em construção, a Ramada continua a crescer, e de dia para dia, vê aumentar a sua população.
Situada, na sua maior parte, na vertente da Serra da Amoreira, e beneficia das mais belas panorâmicas do Concelho, avistando-se daí parte do Concelho de Odivelas, de Loures e de Lisboa, o Rio Tejo e para além do mesmo.
Caracterização de Caneças
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Caneças confina com Famões, Ramada e com os Concelhos de Sintra e de Loures. Com uma área de 5,94 km2, tem, de acordo com os dados dos censos de 2011, 12 324 habitantes.
Quando se fala em Caneças, é inevitável referir a vida rural e a cultura saloia que ainda hoje está representada na paisagem bucólica, nas fontes e na gastronomia, e integrada no desenvolvimento global do Concelho como um bastião de memória e evolução.
Caneças tornou-se conhecida pela beleza natural dos seus espaços, pela pureza do seu ar e pela frescura das suas águas, qualidades estas que transformaram Caneças num local de veraneio e cura, e que contribuíram, em tempos, para o florescimento de três Atividades económicas, a dos aguadeiros, a das lavadeiras, e a dos viveiristas.
Contactos
Morada: Rua Vasco Santana, 1-C, 2620-364 Ramada
Email: geral@uf-ramadaecanecas.pt
Telefone: 219 348 270
Fax: 219 326 300
Website: http://www.uf-ramadaecanecas.pt/
Delegação Caneças:
Morada: Rua da República, 131 - 1685-595 Caneças
Tel.: 219 800 880
Fax.: 219 805 374
História da Ramada
O nome de Ramada advém das armadilhas que se faziam, na ribeira, para apanhar o peixe. Como era disfarçada com ramos, diziam que era ali armada uma "ramada" e daí o nome de Ramada.
Grande parte do seu território, situa-se na vertente da serra da Amoreira. A partir daí é possível avistar algum território dos Concelhos de Loures e Lisboa, um panorama que se estende ao Tejo e ao outro lado do rio. Talvez devido à sua posição estratégica, viveram nesta serra povos que remontam à pré-história, comprovado pela existência de uma estação arqueológica. Segundo alguns investigadores, neste local terão vivido os povos de nome "Alpiarças", que deram origem aos Lusitanos.
Nestas terras altas, que de Nordeste a Oeste, cercam a Várzea, existiam algumas quintas e vários casais, onde se cultivavam cereais, oliveiras, laranjeiras, se apascentavam rebanhos e se criava gado vacum.
As caraterísticas do solo e as condições climatéricas deram uma relativa unidade económico-social a toda esta área.
Malhado e limpo nas eiras, ficava o trigo preparado para ser moído. A corrente, precipitada e impetuosa no Inverno, da ribeira de Caneças, os ventos fortes e constantes, na Primavera e no Verão, que sopravam no planalto, possibilitaram o aproveitamento da força da água e do vento, transformando-a em força motriz. Junto à ribeira, instalaram-se dezasseis azenhas e, das colinas da Amoreira ao planalto de Famões, ergueram-se para cima de três dezenas de moinhos de vento.
Com o fim das chuvas invernais, diminuía o caudal da ribeira, baixando a capacidade das azenhas, precisamente quando os ventos começavam a soprar mais fortes, aumentando a capacidade motriz dos moinhos.
Desta intensa labuta restam hoje as ruínas de algumas azenhas e moinhos, três moinhos restaurados, o das Covas, na Ramada (que foi construído em 1884), outro na Arroja, que é propriedade privada e outro situado em Famões - Moinho da Laureana.
Em termos de construção urbana, a Freguesia da Ramada viu surgir núcleos urbanos dominantes, com habitações dispersas e bairros de génese ilegal, dependentes dos núcleos principais, Ramada, Amoreira e Bons Dias. As primeiras construções, onde predominava a mono-habitação, assistem à chegada da propriedade horizontal.
A Ramada mantém um crescente desenvolvimento urbano e demográfico.
Quanto à sua evolução administrativa, a Ramada é freguesia desde o dia 25 de agosto de 1989, separando-se das Freguesia de Odivelas e de Loures. A 19 de abril de 2001, é elevada à categoria de vila.
Em 2013, por força da Reforma administrativa do Poder Local, esta Freguesia foi agregada à de Caneças, passando a designar-se por União das Freguesias da Ramada e de Caneças.
O seu orago é a Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.
Bibliografia: "Odivelas Uma Viagem ao Passado" de Maria Máxima Vaz
História de Caneças
apresenta dois núcleos populacionais antigos - Lugar d’Além e Vale Nogueira. Recentemente, muitos outros núcleos têm vindo a surgir nos limites desta freguesia.
Dada a existência de vestígios de civilização muçulmana, pensa-se que terá sido fundada por mouros. O próprio nome tem origem árabe. Vem de "caniça" que significa "templo de cristãos". O povo diz que vem de "caneca" e que foi El-Rei D. Dinis quem "batizou" esta terra. Conta-se que andando El-Rei D. Dinis à caça, terá passado nesta povoação, onde pediu que lhe dessem água para matar a sede. Uma mulher da terra, trouxe-lhe uma caneca de fresca água de nascente, que o rei apreciou muito. Como gratidão por este gesto da mulher, quis o monarca que a terra se ficasse a chamar Caneca. Só mais tarde é que passou para Caneças.
Graças à relação que as gentes de Caneças estabeleceram com a capital, veio esta terra a ser local preferido, pela classe média de Lisboa, para veranear.
Os canecenses prestavam serviços aos lisboetas, vendiam-lhes as hortaliças e os frutos, a "criação", o queijo, o leite e a água, "boa para curar anemias e indisposições de estômago e intestinos".
Até meados do século XIX, Lisboa era uma cidade suja, afetada por numerosas epidemias. Os cidadãos ricos pagavam aos Aguadeiros, entre os quais os de Caneças, para lhes levarem água a casa. Caneças e as suas águas eram, então, muito apreciadas pela sua qualidade.
Lisboa era o grande mercado para a água de Caneças, o que motivou o aparecimento das fontes - Fontainhas, Castanheiros, Piçarras, Passarinhos, Castelo de Vide, Fonte Velha, Fonte Santa e Fonte do Ouro, que comercializaram água e que constituem um marco de uma época e de modos de vida caraterísticos da freguesia, e em sentido mais lato do concelho. A venda da água de Caneças fazia-se através de carroças ou galeras, que transportavam para Lisboa e arredores a água em bilhas de barro, juntamente com as trouxas de roupa das lavadeiras e produtos hortícolas.
Em terras de Caneças se exploraram nascentes cujas águas foram conduzidas até à Mãe de Água Nova, em Carenque e, daí, até Lisboa, pelo Aqueduto das Águas Livres.
A noroeste da povoação, as mães de água indicam os locais de captação e as condutas mostram o caminho que a água percorria, até ao seu destino.
O terramoto de 1755 causa grandes estragos na região mas leva também a que muitos lisboetas se venham fixar na zona, à procura de ares mais saudáveis. Talvez por isso, e na esperança de cura, aqui tenha procurado repouso Cesário Verde, que residiu durante algum tempo, no Lugar d’Além, antes de se transferir para o Paço do Lumiar, onde veio a falecer.
Quanto à evolução administrativa, a povoação existe desde 1719. A criação da freguesia dá-se no dia 10 de setembro de 1915, desmembrada da freguesia de Stª. Maria de Loures. Foi elevada à categoria de vila em 16 de agosto de 1991.
Em 2013, por força da Reforma administrativa do Poder Local, esta Freguesia foi agregada à da Ramada, passando a designar-se por União das Freguesias da Ramada e de Caneças.
O seu orago é São Pedro.
Bibliografia: "Odivelas Uma Viagem ao Passado" de Maria Máxima Vaz
Rua Marquês de Pombal, Caneças

Largo Vieira Caldas, Caneças

Bairro Casal Novo, Caneças
Escola Secundária da Ramada - Bairro dos Bons Dias, Ramada
Rua Castro da Amoreira, Ramada
Rua dos Lilases, Ramada
Anta das Pedras Grandes, Caneças
Rua Teófilo de Braga, Ramada

Praça da República, Ramada

Vale de Nogueira, Caneças